terça-feira, 14 de abril de 2009

Empreendedor ou escravo?

por Christian Barbosa ao site:
http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedor_ou_escravo/29347/


“O dia que eu for dono do meu próprio negócio, terei mais tempo para mim”. Quem já não ouviu ou disse essa frase alguma vez na vida? Talvez você tenha sido uma dessas muitas pessoas que falavam isso com freqüência. Infelizmente, essa afirmação é uma das coisas mais irreais que vejo quando falamos de administração do tempo para empreendedores.

O empreendedor “padrão” é aquela pessoa que tem uma tendência a ser workaholic, deixar de lado as coisas importantes na sua vida em função do crescimento da empresa, está sempre pensando em inovações, mais resultados etc.

A maioria dos empreendedores que conheço vira escravos do próprio negócio, pois não consegue separar a vida pessoal da vida empresarial. Eu fui assim durante muitos anos e o pior é que nem percebia o quanto me afundava no meu próprio estresse. Hoje vejo o quanto isso me fez mal e por isso recomendo algumas dicas para reverter esse quadro:

1. Pare e pense qual caminho sua vida está seguindo – Se você cuida tanto da empresa e se dedica pouco para você e para suas atividades importantes, pode perceber que focou seu tempo em tarefas erradas e, às vezes, isso acontece tarde demais. Conheço muitas histórias de empreendedores que cresceram com a empresa, mas destruíram suas vidas e depois passaram a questionar se realmente o esforço de tentar fazer com que a empresa prosperasse, esquecendo-se da vida pessoal, valeu a pena. Equilibrar sua vida profissional com a pessoal é muito importante para ter um futuro com maior sentido e sem arrependimentos;

2. Delegue o máximo que puder. Você não é onipresente! – O empreendedor precisa ter a consciência de que outras pessoas também podem realizar o trabalho que ele faz, pois ninguém é insubstituível. Isso não tira sua responsabilidade, mas o liberta para focar em outras atividades mais importantes. Se não for possível delegar algo a alguém, o crescimento da empresa estará diretamente ligado ao tempo do empreendedor, que pode ser bem limitado. Obviamente, ele não delegará definição de metas ou estratégias, mas o operacional deve ser, ao máximo, passado à equipe;

3. Aprenda técnicas de gerenciamento do tempo e redução de estresse – Chega um certo momento em que estamos tão assolados de urgências e atividades circunstanciais que precisamos de ajuda externa para conseguir enxergar uma solução. Recomendo que procure um treinamento que o ajude a incorporar novas técnicas de administração do tempo e redução de estresse no seu dia-a-dia. Elas funcionam e podem ajudar a sair dessa fase negativa;

4. Coloque momentos importantes para você mesmo em sua agenda semanal – Não deixe que os seus dias sejam compostos inteiramente por urgências e circunstâncias, comece a colocar pequenos momentos para você em sua agenda como, por exemplo, um almoço em família, sair um pouco mais cedo para ir ao cinema, buscar seus filhos na escola, praticar um esporte ou algum outro hobby. Além de ser importante para você e para suas relações sociais, atividades prazerosas como essas renovam suas energias e dão mais disposição para agüentar a pressão do dia-a-dia;

5. Aprenda com suas urgências - A maioria das questões urgentes da sua rotina ou da sua equipe poderia ser evitada! Na próxima vez que algo urgente acontecer, pare e pense como pode evitar que esse problema se repita. Em geral, com antecipação de atividades e planejamento você conseguirá reduzi-las com sucesso;

6. Domingos são para atividades pessoais – Sua família e sua vida precisam de você. Sempre que possível, evite ao máximo utilizar seu domingo para trabalhar. Desligue seu notebook, seu celular e esqueça a empresa. Faça passeios com a família, aproveite seu tempo com as pessoas importantes de sua vida. Recomendo que no final do dia você planeje a semana, de modo a priorizar atividades importantes para seus dias e prevenir eventuais urgências;

7. Escolha uma ferramenta para gerenciar o seu tempo – Para que sua organização e planejamento sejam feitos da melhor maneira, você precisa ter uma agenda eficiente, um celular, um palm top ou então um site na Internet que o ajude a priorizar seus dias, planejar suas metas, agendar reuniões etc. Cada pessoa tem uma preferência por um tipo de “organizador” diferente. Seja no computador ou no papel, encontre qual forma é melhor para você e coloque em prática.

Por último, mas tão importante quanto qualquer uma das dicas citadas acima, é que você já agende suas férias. Se a empresa não vive sem você por pelo menos 10 dias, é melhor você repensar toda a estrutura e organização do seu empreendimento.


BARBOSA Christian. Empreendedor ou escravo? abr. 2009. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedor_ou_escravo/29347/>. Acesso em: 11 abr. 2009.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Em tempos de crise, a terceirização de serviços pode garantir empregos

A terceirização de serviços é vista por muitos como "uma exploração da mão-de-obra", porém esse pensamento não é tão correto assim. De acordo com a advogada especialista em direito do trabalho e sócia do escritório Benhame Sociedade de Advogados, Maria Lúcia Benhame, a terceirização não gera a tão temida redução de direitos trabalhistas, mas sim uma flexibilização administrativa.

"A terceirização feita de maneira correta significa a manutenção de emprego, sobretudo em tempos de crise financeira. Uma empresa especializada em pintura, por exemplo, ao perceber que um dos seus setores de atuação, como o de automóveis, está em dificuldades financeiras, ela realoca os seus funcionários para atuar em segmentos de pintura que ainda não foram atingidos".
Direitos trabalhistasNa opinião da advogada, a população, de maneira geral, pensa que os profissionais de uma empresa terceirizada têm os seus direitos trabalhistas violados. Entretanto, isso só ocorre se a empresa praticar atos de fraude.

"As empresas especializadas em determinado segmento, que prestam serviço para outras companhias, podem oferecer mais benefícios aos seus funcionários do que a empresa contratante", disse ela.

Tendência

Quando questionada sobre a tendência de terceirização no Brasil, a advogada disse que isso é irreversível."As empresas não vão continuar muito verticalizadas, ou seja, uma indústria de alimentos não vai ficar preocupada em investir muito na implantação de um SAC (Sistema de Atendimento ao Consumidor), pois não terá tempo nem recursos para treinar funcionários no antedimento ao público e comprar equipamentos, como headfones. Logo, a saída será contratar uma empresa especializada em call center para prestar o serviço".Maria Lúcia também destaca que não faz diferença no currículo profissional ser um funcionário terceirizado ou trabalhar em uma grande empresa. "Hoje, a habilidade e a competência são muito mais importantes do que o nome da empresa na qual você trabalhou".


MAGALHÃES,Em tempos de crise, a terceirização de serviços pode garantir empregos. abr. 2009. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/noticias/em_tempos_de_crise_a_terceirizacao_de_servicos_pode_garantir_empregos/22255/>. Acesso em: 13 abr. 2009.

domingo, 12 de abril de 2009

"NOTÍCIA" BC dos EUA se diz 'fundamentalmente otimista' com economia

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, afirmou neste terça-feira (14) que a recessão norte-americana, iniciada em dezembro de 2007, pode estar se amenizando e disse estar "fundamentalmente otimista" em relação às perspectivas para economia no longo prazo.

"Recentemente, vimos sinais preliminares de que a forte queda da atividade econômica pode estar perdendo força", segundo discurso preparado que Bernanke fará mais tarde em evento em Atlanta.

O presidente do BC dos EUA citou especificamente os dados recentes sobre o setor imobiliário, de gastos com consumo e de vendas de veículos novos para indicar que a recessão está diminuindo.

Inflação

Bernanke também observou que, apesar dos esforços extraordinários que o Fed tem tomado para sustentar os mercados financeiros e a economia, o BC dos EUA não ignorou a inflação. Segundo ele, o Fed "leva sua obrigação de garantir a estabilidade dos preços de modo extremamente sério".

A estabilidade dos preços não implica necessariamente que a inflação é zero e Bernanke acrescentou que a maior parte das autoridades do Fed gostaria de ver a taxa anual de inflação próxima a 2% no longo prazo. "Agora, em consequência do enfraquecimento das condições econômicas aqui e no mundo, a inflação tem estado abaixo disso e nossa melhor projeção é de que a inflação permanecerá um baixa por algum tempo".

Bernanke também sinalizou que as autoridades estão cientes da necessidade de uma estratégia para quando a economia melhorar. De acordo com Bernanke, as autoridades "estão totalmente comprometidas em tomar as medidas necessárias para retirar, no momento correto, o apoio extraordinário que está sendo oferecido nesse momento para a economia e estão confiantes em nossa habilidade para fazê-lo".

G1. BC dos EUA se diz 'fundamentalmente otimista' com economia. abr. 2009. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/noticias/bc_dos_eua_se_diz_fundamentalmente_otimista_com_economia/22302/>. Acesso em: 09 abr. 2009.

Qual a hora certa de começar um estágio?

Os anos passam, as responsabilidades aumentam e a vontade de tornar-se independente fica cada vez mais presente na vida e no cotidiano dos jovens. Uma das primeiras iniciativas é começar a trabalhar para, na medida do possível, tornar-se financeiramente independente. Nessa fase, a melhor e mais adequada oportunidade é iniciar a carreira em um estágio.

Mas é preciso lembrar que, ao contrário do que alguns jovens tem em mente, a oportunidade de estagiar não está disponível apenas para estudantes do Ensino Superior. As empresas hoje também investem no futuro de estudantes do Ensino Médio e, em ambos os casos, é possível iniciar a experiência e o aprendizado profissional logo no primeiro semestre, se for do interesse do aluno.

As organizações hoje tem interesse em contratar estudantes e investir no crescimento profissional deles para que possam auxiliá-las no processo produtivo. E isso pode ser comparado a uma troca: a organização proporciona a oportunidade de aprendizado; os jovens entram com a vontade de aprender e a garra de crescer profissionalmente.

Mas qual é a hora certa de começar a estagiar? Será que existe um momento certo para isso? Muitos jovens se perguntam isso, pois se deparam com algumas barreiras que dificultam o seu ingresso no estágio. A falta de experiência, a insegurança, o nervosismo e as poucas oportunidades são os mais comuns entre os desafios.

Em alguns casos, estudantes que têm um perfil mais voltado para a independência, desenvolvem cedo o desejo de trabalhar, mas o problema é que algumas famílias não aceitam logo de início. Esses pais enxergam os filhos, independente da idade, como crianças e ainda dependentes de seus cuidados. A super-proteção pode gerar insatisfação por parte dos jovens e, no mercado de trabalho, correm o risco de mostrar-se “mimados” por decorrência da educação que receberam em casa.

Outra situação muito comum hoje é a necessidade que eles têm de auxiliar na renda familiar. Não trabalham porque querem, mas sim por necessidade. Neste caso, o jovem sofre influência e pressão familiar, aceitando, assim, a primeira oportunidade que aparece, mesmo não sendo de seu agrado. Isso pode gerar insatisfação, falta de motivação para o trabalho e para a carreira profissional, além de uma visão distorcida do real significado da palavra “emprego”.

As atitudes mais recomendáveis nessas situações em que os pais querem decidir ou influenciar na decisão de seus filhos é o diálogo, a confiança e o acordo entre ambas as partes. Com isso, eles terão maior segurança e liberdade para começar a estagiar no momento que acharem necessário e na hora que se acharem maduros o suficiente para encarar tal responsabilidade. Além disso, com este apoio e com a liberdade de decidir seu destino, é mais fácil tomar a decisão certa de qual profissão ou área seguir na carreira profissional.

Independente de qual seja a situação que o jovem enfrenta, fazer um estágio é muito importante para o seu futuro. Vale lembrar que não existe hora certa para iniciar a carreira profissional, o que influencia diretamente são os motivos que os levam a essa vontade que, junto com a determinação e o apoio da família, são fundamentais no processo de entrada no mercado de trabalho. Cada um tem seu tempo e a família deve respeitar isso. Aos pais, finalizo orientando que não decidam pelos seus filhos. Criar responsabilidade é um importante passo nessa idade. E para isso, nada melhor que um emprego que o faça responsável e, ao mesmo tempo, satisfeito consigo mesmo.



BERTOLUCI, Giuliano. Qual a hora certa de começar um estágio? abr. 2009. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/noticias/qual_a_hora_certa_de_comecar_um_estagio/22278/>. Acesso em: 12 abr. 2009.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Blogs corporativos no Brasil. E no mundo.

por Fabio Seixas ao site: http://blog.fabioseixas.com.br/archives/2006/01/blogs_corporati.htmloseixas.com.br/archives/2006/01/blogs_corporati.html

Fabio Cipriani do Serendipidade puxou o assunto e eu vou dar continuidade.

A blogosfera brasileira ainda vive a idéia de que blog é sinônimo de diário pessoal. Além de ser sinônimo de diário pessoal os blogs também são sinônimo de comunicação corporativa.

A maioria das empresas, mesmo as mais "conectadas", tanto no Brasil quanto no mundo, ainda não perceberam como essa ferramenta pode ser utilizada para alavancar uma comunicação eficiente entre a empresa/colaboradores e os cliente/fornecedores.

Um blog corporativo permite uma relação menos dura e sisuda entre a empresa e o mercado.

Comparando com as seções de notícias dos sites institucionais, onde o texto, a linguagem e o conteúdo são todos preparados para atingir o mercado da maneira supostamente correta, os blogs permitem uma linguagem mais solta e informal criando uma interação melhor entre o mercado e o que a empresa quer comunicar. Cria maior personalidade na comunicação diminuindo o abismo entre a empresa e o cliente.

O que as empresas ainda não perceberam é que diminuir o abismo é muito bom para o negócio e para as vendas. Tanto é que todo o esforço de marketing das empresas é justamente para trazer o cliente para perto.

O blog, com seus comentários públicos, permite uma comunicação multi-lateral entre a empresa e o mercado e entre os próprios clientes já que todos vêem os posts e comentários. Isso torna a empresa transparente.

Parece que as empresas possuem um receio de botar a cara a tapa. De criar um canal de comunicação desse nível, tão transparente, e só receber comentários ruins ou reclamações.

Talvez esse tipo de ferramenta seja somente para empresas de qualidade, que possuem grandes produtos e que tratam bem seus clientes. Ou talvez seja para empresas que queiram usar essa ferramenta justamente para mudar sua forma de agir com o objetivo de atingir esse nirvana no relacionamento com o mercado.

A verdade é que um blog corporativo não deve ser tratado só como um canal de relações públicas e imprensa, mas também como uma ferramenta de marketing e relacionamento e deve ser considerada no planejamento de marketing.

Falo isso tudo com conhecimento de causa. O Blog do Camiseteria, minha empresa de camisetas é um case de blog corporativo no Brasil. Lá, além de falarmos tudo o que precisamos dizer para o mercado, fazemos também pequenas comunicações despretensiosas e informais que trazem o cliente para perto. Isso cria uma interação muito mais rica e um relacionamento muito mais duradouro. Os comentários do blog não me deixam mentir.

Finalmente, acredito que todas as empresas, boas ou ruins, deveriam considerar fortemente a criação de blogs corporativos. Acho que todos ganham com isso, a empresa e o mercado.

SEIXAS, Fabio. Blogs coporativos no Brasil. E no Mundo. jan 2006. Disponível em: <http://blog.fabioseixas.com.br/archives/2006/01/blogs_corporati.html> Acesso em: 10 Abr. 2009